Se a trombose deixou sequela e isso reduziu sua capacidade para o seu trabalho de sempre, o auxílio-acidente pode ser um caminho, porque ele existe como indenização quando a lesão está consolidada e há redução da capacidade.
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ToggleQuando a sequela de trombose pode entrar na lógica do auxílio-acidente
Você pode voltar a trabalhar, mas não do mesmo jeito de antes. Em muitos casos, a perna incha, dói, perde força, ou surge limitação para ficar muito tempo em pé, caminhar, carregar peso ou subir escadas.
A ideia central do auxílio-acidente é esta: depois que a lesão se consolida, se sobra uma sequela que reduz a sua capacidade para o trabalho habitual, o benefício pode ser concedido como indenização.
Esse benefício não é “para quem está totalmente incapaz”. Ele é uma indenização e, por isso, não depende de incapacidade total.
Também é importante entender que o auxílio-acidente não é limitado a acidente de trabalho. A regra fala em acidente de qualquer natureza, então o foco fica na sequela e na redução da capacidade.

O que significa, na prática, “redução da capacidade para o trabalho habitual”
O ponto não é comparar você com outra pessoa. É comparar você com o que fazia antes e com o que seu trabalho exige no dia a dia.
Quando a trombose deixa sequela, a redução pode aparecer como lentidão, limitação de movimento, dor que piora com esforço, necessidade de pausas, ou restrição para certas tarefas. O que importa é como isso impacta sua função de costume.
Se você trabalha em pé, com deslocamento constante, ou precisa de força e equilíbrio, vale descrever tarefas concretas: subir e descer escadas, andar longas distâncias, ficar em pé por muito tempo, levantar peso, dirigir por muitas horas.
Consolidação da lesão: por que o momento do pedido importa
O auxílio-acidente é previsto para depois da consolidação das lesões. Na prática, isso costuma estar ligado ao momento em que o tratamento chega a um platô e a sequela fica estável, mesmo que ainda exista acompanhamento médico.
Se você ainda está em fase de exames e ajustes de tratamento, pode ser difícil mostrar que o quadro já deixou uma sequela definida. Por outro lado, esperar demais pode fazer você perder tempo e energia com idas e vindas.
- Perguntas que ajudam você a organizar a história do caso
- A trombose já foi tratada e o quadro ficou estável?
- O médico já descreveu limitações permanentes ou de longo prazo?
- Você voltou ao trabalho, mas com dor, restrições ou adaptação?
- Você mudou de função, ritmo ou tarefas por causa da sequela?
Você pode trabalhar e, ainda assim, receber auxílio-acidente
Por ser indenização, o auxílio-acidente pode acumular com o salário. Isso é relevante quando você voltou ao trabalho, mas com perda de desempenho ou com restrições por causa da sequela.
Muita gente desiste porque escuta que “voltou a trabalhar, então não tem nada”. O que costuma travar é a prova: você precisa conseguir mostrar onde a sequela atrapalha, mesmo você se esforçando para manter a rotina.
Quanto é o auxílio-acidente e até quando ele é pago
O auxílio-acidente corresponde a cinquenta por cento do salário-de-benefício.
Ele é devido até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até o óbito do segurado.
Esse benefício não é vitalício. A ideia de pagamento “para sempre” aparece por causa de uma redação antiga que foi substituída, e isso ainda confunde muita gente.
| Situação comum | O que isso pode significar para você |
|---|---|
| Você voltou ao trabalho com limitação | Pode fazer sentido discutir indenização por redução da capacidade |
| Você vai se aposentar em breve | O benefício tende a parar na véspera da aposentadoria |
| Você ficou com sequela estável | A discussão costuma girar em torno de prova médica e impacto na função |
Documentos que costumam ajudar a mostrar a sequela da trombose
A melhor prova costuma ser a que liga bem o diagnóstico, a evolução do tratamento e a limitação que ficou no seu corpo para a sua atividade.
- Itens que costumam fortalecer o pedido
- Relatórios e atestados com descrição da sequela e das limitações
- Exames e laudos de imagem, quando existirem
- Receitas e registros de tratamento
- Descrição das tarefas do seu trabalho e do que você deixou de conseguir fazer
- Registros de adaptação no serviço, troca de função ou restrições

Como organizar seu relato para a perícia
Na hora de explicar seu caso, tente sair do genérico. Em vez de dizer apenas “tenho dor”, descreva o que acontece quando você executa tarefas do seu dia a dia no trabalho.
- Um jeito simples de se preparar
- Conte o que você fazia antes da trombose
- Diga o que mudou depois do tratamento
- Explique quais tarefas ficaram difíceis ou impossíveis
- Mostre que a limitação é constante, não um episódio isolado
- Leve documentos e organize por ordem de tempo
Onde pedir e como acompanhar o andamento
Você pode fazer o pedido pelos canais de atendimento do INSS e depois acompanhar as movimentações e exigências. O mais importante é guardar protocolos, mensagens e documentos enviados.

Quando o INSS nega: o que costuma dar errado
A negativa muitas vezes não significa que você não tenha limitação. Ela pode indicar que, do jeito que a história foi apresentada, não ficou claro o impacto da sequela no seu trabalho.
- Motivos comuns de indeferimento na prática
- Documento médico sem descrever limitações
- Laudo que fala do diagnóstico, mas não da função
- Falta de vínculo claro entre a sequela e as tarefas do trabalho
- Informações desencontradas entre formulários e relatórios
- Falta de documentos em ordem cronológica

Pontos de atenção sobre valores e limites do INSS
Em 2026, o piso do salário de benefício no RGPS é de R$ 1.621,00, e o teto é de R$ 8.475,55.
Em 2026, o salário mínimo é R$ 1.621,00.
Essas referências podem aparecer quando você olha cartas do INSS e telas do sistema. Se algum valor parecer estranho, vale conferir se a base de cálculo usada faz sentido para a sua situação.
Perguntas comuns de quem ficou com sequela após trombose
Tive trombose e voltei a trabalhar, ainda assim posso pedir auxílio-acidente?
O benefício é uma indenização e pode acumular com o salário. O ponto central é provar que ficou sequela e que ela reduz sua capacidade para o seu trabalho habitual. Quanto mais concreto for o impacto nas tarefas, melhor fica a análise.
Precisa ser acidente de trabalho para ter auxílio-acidente?
A regra do benefício fala em acidente de qualquer natureza, então não fica restrito ao trabalho. O foco vai para a existência de lesões consolidadas com sequela e redução da capacidade. Mesmo assim, a prova do impacto na sua função continua essencial.
O auxílio-acidente é para sempre?
Não. Ele é devido até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até o óbito do segurado. A ideia de vitalício vem de uma redação antiga e costuma gerar confusão.
Quanto é pago no auxílio-acidente?
O valor corresponde a cinquenta por cento do salário-de-benefício. Por isso, pessoas com a mesma sequela podem receber valores diferentes. Se houver dúvida, vale conferir como o INSS calculou esse salário.
Se você ficou com limitação depois da trombose, trate o seu caso como uma história que precisa ser provada: o que aconteceu, como tratou, o que ficou e como isso atrapalha seu trabalho. Com documentos bem escolhidos e um relato coerente, você reduz o risco de negativa por falta de informação.