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ToggleQuando a renda por pessoa entra no BPC
Para o BPC, a regra geral é que a renda familiar mensal por pessoa seja igual ou inferior a 1/4 do salário-mínimo.
Esse critério inclui quem fica exatamente no limite, porque a lei fala em renda igual ou inferior a 1/4 do salário-mínimo.
Na prática, a sua conta começa por entender quem entra na família do BPC e quais rendas entram no cálculo.

Quem conta como família na conta da renda por pessoa
No BPC, a família é um rol fechado e só entra quem mora sob o mesmo teto: você, cônjuge ou companheiro, pais e, na falta de um deles, madrasta ou padrasto, irmãos solteiros, filhos e enteados solteiros e menores tutelados.
Se um filho é casado e mora junto, ele não entra nessa composição. E parente que não mora sob o mesmo teto também não entra.
A ampliação para 1/2 do salário-mínimo não é automática
A lei permite que o regulamento amplie o limite da renda por pessoa do BPC até 1/2 do salário-mínimo, observados os aspectos previstos para essa análise.
Essa ampliação é uma possibilidade do regulamento, e não um direito automático para quem tem renda acima do limite geral.

O que pode pesar na análise quando a renda passa do limite geral
Para avaliar vulnerabilidade e a possibilidade de ampliar o critério de renda, a lei manda considerar o grau da deficiência, a dependência de terceiros para atividades básicas do dia a dia e o comprometimento do orçamento familiar com gastos médicos, tratamentos, fraldas, alimentos especiais e medicamentos não fornecidos pelo SUS.
Se você tem lesão na medula espinhal, isso costuma trazer barreiras reais na rotina, com necessidade de apoio e gastos que mudam o equilíbrio financeiro da casa.
No BPC, deficiência não é uma lista de doenças. É o impedimento de longo prazo que, junto com barreiras, pode limitar a participação plena na sociedade.