Gigantoplastia: Descubra como conseguir a cirurgia redutora de mamas pelo plano de saúde ou SUS

Introdução

Gigantoplastia, a cirurgia redutora de mamas, é uma solução vital para mulheres que sofrem com gigantomastia, um problema que vai além da estética, causando sérios problemas físicos e emocionais. Este artigo visa esclarecer as principais dúvidas sobre a gigantoplastia, abordando desde a sua definição, indicações, cobertura pelo plano de saúde e SUS, até a importância de um advogado especializado nesses casos.

O que é Gigantoplastia?

A gigantoplastia é um procedimento cirúrgico que visa a redução do tamanho das mamas. Indicada para mulheres que sofrem de gigantomastia – um crescimento excessivo das mamas que pode causar problemas como hérnias de disco e desvios na coluna. A Organização Mundial da Saúde reconhece a gravidade dessa condição, que traz impactos físicos e emocionais significativos.

Como a Gigantoplastia é Realizada?

A cirurgia, que dura de 2 a 4 horas sob anestesia geral, envolve a remoção do excesso de tecido mamário e remodelamento dos seios. Há duas técnicas principais: incisão periareolar e incisão vertical, comumente usadas em cirurgias mamárias, cada uma com suas características e indicações específicas.

A incisão periareolar é feita na parte inferior da aréola, na transição entre o tecido areolar e a pele mamária. Este método pode ser ideal para casos onde há necessidade de ajustes menores no tamanho ou na posição da aréola, assim como para a colocação de implantes mamários. Uma vantagem dessa técnica é a cicatriz menos visível, por estar localizada na borda da aréola. No entanto, há considerações importantes a serem feitas, como o potencial impacto na sensibilidade da aréola ou na capacidade de amamentação futura​​.

A incisão vertical, por outro lado, é indicada para casos de flacidez mamária mais acentuada. Além da incisão ao redor da aréola, ela inclui um corte vertical que se estende até o sulco mamário. Essa técnica permite um remodelamento mais eficaz da mama, removendo o excesso de pele e tecido para um levantamento significativo. Embora resulte em uma cicatriz mais visível, a incisão vertical pode oferecer melhores resultados estéticos e uma forma mais natural para pacientes com maior grau de ptose mamária​​.

Cada técnica tem suas vantagens, desvantagens e indicações específicas, sendo crucial uma discussão detalhada com o cirurgião plástico para escolher o método mais adequado ao caso individual, levando em consideração os objetivos estéticos, a estrutura mamária da paciente e as expectativas de recuperação e resultado final.

Quando é Indicada?

A gigantoplastia é recomendada para mulheres que apresentam desconforto físico e/ou psicológico devido ao tamanho excessivo das mamas. É importante que as mamas estejam completamente desenvolvidas, geralmente entre os 16 e 18 anos. Mulheres que planejam gravidez e amamentação devem considerar o procedimento após essas fases.

Cobertura da Gigantoplastia pelo Plano de Saúde

Direito à Cobertura

Mulheres com gigantomastia têm o direito à cobertura da gigantoplastia pelos planos de saúde. Os planos frequentemente negam a cobertura, alegando ser um procedimento estético. No entanto, é um procedimento de saúde, essencial para aliviar problemas físicos e psicológicos.

Argumentos das Operadoras

As operadoras de plano de saúde costumam argumentar que a gigantoplastia possui finalidade estética. Contudo, a ANS obriga a cobertura de procedimentos relacionados à saúde, incluindo cirurgias que tratam condições como dor nas costas e desconforto devido ao peso excessivo dos seios.

Cobertura pelo SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece cobertura para a gigantoplastia. Para isso, é necessário um laudo médico e comprovação de incapacidade financeira para arcar com a cirurgia. O acesso ao procedimento pelo SUS depende da apresentação adequada da documentação médica necessária.

O que fazer quando o plano de saúde nega cobertura para Cirurgia de Redução Mamária?

A negativa de cobertura para a cirurgia de redução de mama por parte de planos de saúde ou mesmo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é uma questão delicada, mas que pode ser contornada com a devida preparação e ação estratégica. Primeiramente, é crucial compreender a importância de uma documentação médica completa e detalhada que evidencie a necessidade médica do procedimento. Esta documentação deve incluir:

Atestado médico detalhado que comprove a existência de gigantomastia, mostrando que a redução mamária é uma necessidade médica e não estética.
Laudos de exames que demonstrem os prejuízos físicos causados pelo tamanho excessivo das mamas, como dores na coluna, problemas de postura, e irritações na pele sob as mamas.
Relatório psicológico que ateste os impactos emocionais e psicológicos causados pela gigantomastia, reforçando a necessidade da cirurgia para a melhoria da qualidade de vida da paciente.

É necessário solicitar formalmente a cobertura da Cirurgia de Redução Mamária?

É imperativo solicitar formalmente a cobertura da cirurgia junto ao plano de saúde ou ao SUS e, em caso de negativa, exigir que esta seja fornecida por escrito. A negativa formalizada é um documento crucial para embasar futuras ações judiciais, servindo como prova do descumprimento das obrigações por parte da operadora de saúde.

Por que contratar um advogado especializado em ações contra plano de saúde ?

O acompanhamento por um advogado especializado em direito à saúde é fundamental. Esse profissional poderá orientar sobre a documentação necessária, os prazos e as melhores estratégias para contestar a decisão da operadora de saúde. Além disso, o advogado estará apto a iniciar ações judiciais, argumentando com base nas leis e jurisprudências aplicáveis ao caso, o que aumenta significativamente as chances de reversão da negativa de cobertura.

Como funciona o processo judicial para garantir o direito à Cirurgia de Redução Mamária?

Na eventualidade de uma negativa persistente, a via judicial se apresenta como um caminho viável e efetivo. O advogado pode propor uma ação judicial, solicitando, inclusive, uma liminar — uma decisão provisória que pode ser concedida rapidamente pelo juiz para casos urgentes. A liminar tem o poder de obrigar o plano de saúde a autorizar e cobrir o procedimento cirúrgico enquanto o processo judicial está em andamento, garantindo assim o tratamento necessário sem maiores delongas.

Conclusão

Enfrentar uma negativa de cobertura para a cirurgia de redução de mama pode ser um processo desafiador, mas não é intransponível. Com a devida preparação, documentação abrangente e o suporte de profissionais especializados, é possível reverter decisões adversas e garantir o acesso ao tratamento necessário para uma melhor qualidade de vida.

 

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Giselle Azevedo
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07/02/2023
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Gabriela Romão
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06/02/2023
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Ana Romão
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06/02/2023
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Caique hage
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06/02/2023
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Marina Andrade
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06/02/2023
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Eduarda Lisboa
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06/02/2023
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Thyellen Oliveira
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06/02/2023